quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Caindo em desespero...

Eu já havia feito 3 anos de curso de inglês aqui no Brasil, e segundo meu professor, estava pronta para me aventurar mundo a fora falando inglês......  tão logo desembarquei em Auckland descobri que ele estava errado.

Depois de todos os preparativos, quase 2 anos juntando centavo por centavo, comendo churrasco grego na praça da Sé para economizar dinheiro e uma bela crise de claustrofobia durante as mais de 20 horas de vôo (sim..juntando todo o trajeto foram mais de 20 horas dentro de aviões!!!), enfim...depois de cumprir a via crucis, finalmente chegamos no Aeroporto Internacional da NZ, mas para chegar na cidade em que iríamos estudar ainda faltava mais 1 avião (para meu desespero), mas o tal voo saia do aeroporto doméstico que ficava ao lado do internacional, como não sabíamos como chegar lá falei toda otimista: " relaxa Fê, eu sei falar inglês, deixa que vou perguntar", estufei o peito e fui confiante para o atendente do balcão de informação " please..aaaaaaah, aaaaaaaaaah, aaaaaaaaaaah" ...durante os 3 anos em que estudei inglês no Brasil, a escola se ateve a ensinar frases prontas, e ali com cara de natureza morta no balcão de informações descobri que não tinha a menor idéia de como formar frases do dia a dia, muito menos a perguntar como chegar em um aeroporto doméstico.

Depois de quase 10 minutos gesticulando, fazendo mímicas e quase chorando, tive a brilhante idéia de mostrar minha passagem, o atendente feliz da vida, sorri e aponta uma linha amarela no chão, que não fez o menor sentido pra mim naquele momento, e muito menos para o Fê que a esta altura me olhava desconsolado. Outros longos minutos se seguiram até que o pobre coitado do atendente, saiu do posto, segurou meu braço e nos levou pela linha amarela até uma saída onde havia um ponto de ônibus, ali ele pegou meu pulso e apontou para o número 10 do meu relógio...bom..caso resolvido, pela lógica era só esperar ali até as 10 da manhã que algo nos levaria para o aeroporto doméstico...

Quando o ônibus chegou (pontualmente às 10hs) pegamos nossas mochilas e fomos para o fundo, o mais afastado possivel do motorista que já mostrava sinais de que iria puxar assunto. Ficamos ali, sozinhos, acuados e desesperados, rezando para que ninguém nos dirigisse a palavra. E finalmente conseguimos chegar no tal aeroporto doméstico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário