Depois de achar nosso rumo, finalmente desembarcamos em Queenstown, ansiosos começamos a procurar por alguém carregando plaquinhas como nossos nomes, mas nada, não tinha ninguém, estávamos sozinhos, cansados e abandonados em terra estranha e longínqua. Após algum tempo de espera e desespero, eis que surge uma descabelada correndo com 2 placas com os nomes Raquel e Fernando. Estávamos salvos!
O trajeto do aeroporto até nosso homestay foi bem interessante, o Fernando tinha um sorriso forçado no rosto que se misturava com uma cara de "socorro", nossa "guia" não parava de falar e eu não entendia uma mísera palavra sequer, apenas copiei o sorriso do Fernando e admirei a paisagem.
Depois de descansar e dormir praticamente por 2 dias seguidos fomos para a tão esperada escola, de cara tivemos que nos apresentar em inglês, ai foi fácil, afinal "my name is Raquel" eu tinha aprendido no Brasil. Fizemos um teste para medir o conhecimento e para a escola nos colocar em uma classe de acordo com nosso nível de inglês, o Fê foi para uma sala e eu para outra.
Os primeiros momentos na sala foram pura alegria, várias pessoas tão perdidas quanto eu dominavam as mesmas frases prontas " what is your name" "my name is fulano, I am from bla bla bla", mas quando a professora chegou na sala, distribuiu os livros e começou a falar o desespero foi geral, ao menos eu não estava sozinha. Minha vontade era levantar e sair correndo até achar alguem que falasse minha lingua!
Muitas horas de tortura depois (as aulas eram das 9h as 16h), eu já estava conformada, e tentava bolar um dos meus planos mirabolantes para entender aquele povo. Fomos finalmente liberados do campo de concentração estrangeiro e resolvemos dar uma volta para conhecer a cidade acompanhados por nossos novos colegas perdidos e incompreendidos.
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