terça-feira, 27 de janeiro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
Se f* a pé
Mais um relato dramático..agora em vídeo...
Atenção! Contém palavras de baixo calão devido ao estresse do momento.
Atenção! Contém palavras de baixo calão devido ao estresse do momento.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Coisas que aprendi na nova Zelândia
A estadia na Nova Zelândia agregou em minha vida muito mais que um novo idioma, lá, aprendi coisas novas a cada dia.
Aprendi que batata semi-crua com molho doce de pimenta é uma delicia quando se está tonto de fome, basta fechar o olho e mandar pra dentro.
Aprendi de 25°C é um calor insuportável, quando se está acostumado com inverno de -10°C e um verão de no máximo 12°C.
Aprendi que arroz com feijão é um privilégio de poucos, e estes poucos não moram na Nova Zelândia!
Aprendi que o cardápio da segunda-feira, pode perfeitamente ser repetido em todos os demais dias da semana, em todas as refeições, mudando apenas o tipo de pimenta.
Aprendi que não se deve colocar roupa preta para lavar junto com toalhas de banho cor de rosa, a menos que sua intenção seja ter roupas estilizadas.
Aprendi que quando não se está acostumado com a comida local, a pior coisa a se fazer é tentar identificar o que está no prato, o melhor a fazer é comer e ponto final.
Aprendi que quando não se domina um idioma, nunca se deve tentar conversar com um gago. Acredite, entender um gago internacional é mais difícil que entender um gago nacional!
Aprendi que se o dicionário diz que o significado de X é Y, um morador local pode muito bem dizer que é Z, e a única coisa a fazer é aceitar.
Aprendi que manteiga de cacau é ótima para passar dentro do nariz quando ele sangra por estar ressecado por conta da baixa umidade do ar, nos lábios basta passar a língua.
Aprendi que laranja com casca combina muito bem com carne e molho doce de pimenta.
Aprendi que comida com sal também é um privilégio de poucos, e estes poucos não vivem na Nova Zelândia.
Aprendi que batata semi-crua com molho doce de pimenta é uma delicia quando se está tonto de fome, basta fechar o olho e mandar pra dentro.
Aprendi de 25°C é um calor insuportável, quando se está acostumado com inverno de -10°C e um verão de no máximo 12°C.
Aprendi que arroz com feijão é um privilégio de poucos, e estes poucos não moram na Nova Zelândia!
Aprendi que o cardápio da segunda-feira, pode perfeitamente ser repetido em todos os demais dias da semana, em todas as refeições, mudando apenas o tipo de pimenta.
Aprendi que não se deve colocar roupa preta para lavar junto com toalhas de banho cor de rosa, a menos que sua intenção seja ter roupas estilizadas.
Aprendi que quando não se está acostumado com a comida local, a pior coisa a se fazer é tentar identificar o que está no prato, o melhor a fazer é comer e ponto final.
Aprendi que quando não se domina um idioma, nunca se deve tentar conversar com um gago. Acredite, entender um gago internacional é mais difícil que entender um gago nacional!
Aprendi que se o dicionário diz que o significado de X é Y, um morador local pode muito bem dizer que é Z, e a única coisa a fazer é aceitar.
Aprendi que manteiga de cacau é ótima para passar dentro do nariz quando ele sangra por estar ressecado por conta da baixa umidade do ar, nos lábios basta passar a língua.
Aprendi que laranja com casca combina muito bem com carne e molho doce de pimenta.
Aprendi que comida com sal também é um privilégio de poucos, e estes poucos não vivem na Nova Zelândia.
Filhos da puta
Fuçando nos arquivos que tenho salvos no comp. achei um texto que escrevi alguns anos atras sobre os 'filhos da puta', e como não tenho nada interessante para postar no momento vai este texto mesmo.
" Às vezes me pego tentando achar uma explicação cabível para a existência de tanto filho da puta em nossas vidas. Até concordo que um filho da puta aqui e outro ali quebra a monotonia do dia a dia, mas haja saco pra aturar tanto filho da puta.
É filho da puta fantasiado de amigo, filho da puta explicito, filho da puta brincando de ser chefe e querendo dar ordem, filho da puta que finge ser sonso, filho da puta com problema mental, crise de identidade e cleptomania, filho da puta que mente na cara dura, filho da puta que sabe que é filho da puta e não ta nem ai, tem também o filho da puta que paga nossos salários, mas esse tem plenos poderes e o direito de ser filho da puta, e por ai vai.
Muita gente confunde filho de puta com filho da puta, vamos deixar bem claro aqui que são coisas completamente diferentes, o filho de puta não precisa ser necessariamente filho da puta, alguns são, mas nem todos. Os filhos da puta são na maioria das vezes filhos de pessoas digníssimas, só não descobri ainda se eles já nascem ou se tornam filhos da puta com o passar do tempo e convivência com outros filhos da puta. Há quem confunda também filho da puta com gente má, e mais uma vez não tem nada a ver, gente má nem sempre é filho da puta, faz maldade por lazer não por ser filho da puta, já filho da puta é filho da puta e ponto final, não dá pra discutir. '
" Às vezes me pego tentando achar uma explicação cabível para a existência de tanto filho da puta em nossas vidas. Até concordo que um filho da puta aqui e outro ali quebra a monotonia do dia a dia, mas haja saco pra aturar tanto filho da puta.
É filho da puta fantasiado de amigo, filho da puta explicito, filho da puta brincando de ser chefe e querendo dar ordem, filho da puta que finge ser sonso, filho da puta com problema mental, crise de identidade e cleptomania, filho da puta que mente na cara dura, filho da puta que sabe que é filho da puta e não ta nem ai, tem também o filho da puta que paga nossos salários, mas esse tem plenos poderes e o direito de ser filho da puta, e por ai vai.
Muita gente confunde filho de puta com filho da puta, vamos deixar bem claro aqui que são coisas completamente diferentes, o filho de puta não precisa ser necessariamente filho da puta, alguns são, mas nem todos. Os filhos da puta são na maioria das vezes filhos de pessoas digníssimas, só não descobri ainda se eles já nascem ou se tornam filhos da puta com o passar do tempo e convivência com outros filhos da puta. Há quem confunda também filho da puta com gente má, e mais uma vez não tem nada a ver, gente má nem sempre é filho da puta, faz maldade por lazer não por ser filho da puta, já filho da puta é filho da puta e ponto final, não dá pra discutir. '
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Banheiros
Pude perceber logo nos primeiros dias que a Nova Zelândia tem uma variedade imensa de banheiros e descargas.
Já no primeiro dia tive o privilégio de utilizar no aeroporto internacional de Auckland um “trono” com sensor, você senta, faz tudo o que precisa fazer, e quando termina, basta se levantar e sair, o sensor capta seu movimento, dá a descarga e ainda solta um jato de “cheirinho”, para perfumar o ambiente, confesso que sentei e levantei várias vezes de tão encantada que fiquei.
Neste banheiro, o cesto de lixo também tem sensor, basta aproximar a mão da tampa que ela se abre, e para fechar basta afastar a mão. Pela quantidade de papéis que havia no chão, acredito que muitos dos que passaram por ali não leram as instruções na tampa do cesto, e por isso não conseguiram abrir para jogar os papéis.
Já no primeiro dia tive o privilégio de utilizar no aeroporto internacional de Auckland um “trono” com sensor, você senta, faz tudo o que precisa fazer, e quando termina, basta se levantar e sair, o sensor capta seu movimento, dá a descarga e ainda solta um jato de “cheirinho”, para perfumar o ambiente, confesso que sentei e levantei várias vezes de tão encantada que fiquei.
Neste banheiro, o cesto de lixo também tem sensor, basta aproximar a mão da tampa que ela se abre, e para fechar basta afastar a mão. Pela quantidade de papéis que havia no chão, acredito que muitos dos que passaram por ali não leram as instruções na tampa do cesto, e por isso não conseguiram abrir para jogar os papéis.
| Banheiro com descarga por sensor de movimento |
No vaso sanitário encontrei dois botões de descarga, um branco e um pintado de cinza, depois de cinco dias de estudo, pude enfim desvendar a utilidade de cada um deles: o branco solta dois suaves jatos de água, eles jorram em sentido horário e deve ser usado quando se faz xixi, já o botão cinza solta um único jato de água, bem mais forte na parte de trás do vaso, e deve ser utilizado quando se faz cocô.
Caso você faça xixi e aperte a descarga cinza, nada diferente acontece, seu xixi vai embora normalmente, mas se tiver cocô no vaso e você apertar o botão branco, o pobre dejeto ficará rodando e não irá embora por completo, e para o bem de todos, é muito importante ficar atento aos botões!
Caindo no choro
Passada a euforia da chegada, e o desespero dos primeiros dias de aula em idioma alienígena, estávamos literalmente mortos de cansaço, nossa casa ficava a 6km de distancia da cidade (onde por acaso ficava a escola) e tínhamos que fazer o trajeto casa-escola e escola-casa a pé o que nos rendia no final do dia longos 12 kilometros de caminhada. Não tínhamos pique nem para implicar um com o outro.
Algumas vezes conseguíamos carona de alguma alma caridosa que passava pela estrada, mas na maioria das vezes eu simplesmente sentava na beira do caminho e chorava ao lado da carcaça de algum animal atropelado (que eram muitos).
Algumas vezes conseguíamos carona de alguma alma caridosa que passava pela estrada, mas na maioria das vezes eu simplesmente sentava na beira do caminho e chorava ao lado da carcaça de algum animal atropelado (que eram muitos).
Depois de muito choro, calos a mais e kilos a menos, finalmente convenci o Fernando a comprar um carro para podermos nos locomover, o problema foi achar um que coubesse no nosso limitado orçamento.
Caindo em desespero II
Depois de achar nosso rumo, finalmente desembarcamos em Queenstown, ansiosos começamos a procurar por alguém carregando plaquinhas como nossos nomes, mas nada, não tinha ninguém, estávamos sozinhos, cansados e abandonados em terra estranha e longínqua. Após algum tempo de espera e desespero, eis que surge uma descabelada correndo com 2 placas com os nomes Raquel e Fernando. Estávamos salvos!
O trajeto do aeroporto até nosso homestay foi bem interessante, o Fernando tinha um sorriso forçado no rosto que se misturava com uma cara de "socorro", nossa "guia" não parava de falar e eu não entendia uma mísera palavra sequer, apenas copiei o sorriso do Fernando e admirei a paisagem.
Depois de descansar e dormir praticamente por 2 dias seguidos fomos para a tão esperada escola, de cara tivemos que nos apresentar em inglês, ai foi fácil, afinal "my name is Raquel" eu tinha aprendido no Brasil. Fizemos um teste para medir o conhecimento e para a escola nos colocar em uma classe de acordo com nosso nível de inglês, o Fê foi para uma sala e eu para outra.
Os primeiros momentos na sala foram pura alegria, várias pessoas tão perdidas quanto eu dominavam as mesmas frases prontas " what is your name" "my name is fulano, I am from bla bla bla", mas quando a professora chegou na sala, distribuiu os livros e começou a falar o desespero foi geral, ao menos eu não estava sozinha. Minha vontade era levantar e sair correndo até achar alguem que falasse minha lingua!
Muitas horas de tortura depois (as aulas eram das 9h as 16h), eu já estava conformada, e tentava bolar um dos meus planos mirabolantes para entender aquele povo. Fomos finalmente liberados do campo de concentração estrangeiro e resolvemos dar uma volta para conhecer a cidade acompanhados por nossos novos colegas perdidos e incompreendidos.
O trajeto do aeroporto até nosso homestay foi bem interessante, o Fernando tinha um sorriso forçado no rosto que se misturava com uma cara de "socorro", nossa "guia" não parava de falar e eu não entendia uma mísera palavra sequer, apenas copiei o sorriso do Fernando e admirei a paisagem.
Depois de descansar e dormir praticamente por 2 dias seguidos fomos para a tão esperada escola, de cara tivemos que nos apresentar em inglês, ai foi fácil, afinal "my name is Raquel" eu tinha aprendido no Brasil. Fizemos um teste para medir o conhecimento e para a escola nos colocar em uma classe de acordo com nosso nível de inglês, o Fê foi para uma sala e eu para outra.
Os primeiros momentos na sala foram pura alegria, várias pessoas tão perdidas quanto eu dominavam as mesmas frases prontas " what is your name" "my name is fulano, I am from bla bla bla", mas quando a professora chegou na sala, distribuiu os livros e começou a falar o desespero foi geral, ao menos eu não estava sozinha. Minha vontade era levantar e sair correndo até achar alguem que falasse minha lingua!
Muitas horas de tortura depois (as aulas eram das 9h as 16h), eu já estava conformada, e tentava bolar um dos meus planos mirabolantes para entender aquele povo. Fomos finalmente liberados do campo de concentração estrangeiro e resolvemos dar uma volta para conhecer a cidade acompanhados por nossos novos colegas perdidos e incompreendidos.
Caindo em desespero...
Eu já havia feito 3 anos de curso de inglês aqui no Brasil, e segundo meu professor, estava pronta para me aventurar mundo a fora falando inglês...... tão logo desembarquei em Auckland descobri que ele estava errado.
Depois de todos os preparativos, quase 2 anos juntando centavo por centavo, comendo churrasco grego na praça da Sé para economizar dinheiro e uma bela crise de claustrofobia durante as mais de 20 horas de vôo (sim..juntando todo o trajeto foram mais de 20 horas dentro de aviões!!!), enfim...depois de cumprir a via crucis, finalmente chegamos no Aeroporto Internacional da NZ, mas para chegar na cidade em que iríamos estudar ainda faltava mais 1 avião (para meu desespero), mas o tal voo saia do aeroporto doméstico que ficava ao lado do internacional, como não sabíamos como chegar lá falei toda otimista: " relaxa Fê, eu sei falar inglês, deixa que vou perguntar", estufei o peito e fui confiante para o atendente do balcão de informação " please..aaaaaaah, aaaaaaaaaah, aaaaaaaaaaah" ...durante os 3 anos em que estudei inglês no Brasil, a escola se ateve a ensinar frases prontas, e ali com cara de natureza morta no balcão de informações descobri que não tinha a menor idéia de como formar frases do dia a dia, muito menos a perguntar como chegar em um aeroporto doméstico.
Depois de quase 10 minutos gesticulando, fazendo mímicas e quase chorando, tive a brilhante idéia de mostrar minha passagem, o atendente feliz da vida, sorri e aponta uma linha amarela no chão, que não fez o menor sentido pra mim naquele momento, e muito menos para o Fê que a esta altura me olhava desconsolado. Outros longos minutos se seguiram até que o pobre coitado do atendente, saiu do posto, segurou meu braço e nos levou pela linha amarela até uma saída onde havia um ponto de ônibus, ali ele pegou meu pulso e apontou para o número 10 do meu relógio...bom..caso resolvido, pela lógica era só esperar ali até as 10 da manhã que algo nos levaria para o aeroporto doméstico...
Quando o ônibus chegou (pontualmente às 10hs) pegamos nossas mochilas e fomos para o fundo, o mais afastado possivel do motorista que já mostrava sinais de que iria puxar assunto. Ficamos ali, sozinhos, acuados e desesperados, rezando para que ninguém nos dirigisse a palavra. E finalmente conseguimos chegar no tal aeroporto doméstico.
Depois de todos os preparativos, quase 2 anos juntando centavo por centavo, comendo churrasco grego na praça da Sé para economizar dinheiro e uma bela crise de claustrofobia durante as mais de 20 horas de vôo (sim..juntando todo o trajeto foram mais de 20 horas dentro de aviões!!!), enfim...depois de cumprir a via crucis, finalmente chegamos no Aeroporto Internacional da NZ, mas para chegar na cidade em que iríamos estudar ainda faltava mais 1 avião (para meu desespero), mas o tal voo saia do aeroporto doméstico que ficava ao lado do internacional, como não sabíamos como chegar lá falei toda otimista: " relaxa Fê, eu sei falar inglês, deixa que vou perguntar", estufei o peito e fui confiante para o atendente do balcão de informação " please..aaaaaaah, aaaaaaaaaah, aaaaaaaaaaah" ...durante os 3 anos em que estudei inglês no Brasil, a escola se ateve a ensinar frases prontas, e ali com cara de natureza morta no balcão de informações descobri que não tinha a menor idéia de como formar frases do dia a dia, muito menos a perguntar como chegar em um aeroporto doméstico.
Depois de quase 10 minutos gesticulando, fazendo mímicas e quase chorando, tive a brilhante idéia de mostrar minha passagem, o atendente feliz da vida, sorri e aponta uma linha amarela no chão, que não fez o menor sentido pra mim naquele momento, e muito menos para o Fê que a esta altura me olhava desconsolado. Outros longos minutos se seguiram até que o pobre coitado do atendente, saiu do posto, segurou meu braço e nos levou pela linha amarela até uma saída onde havia um ponto de ônibus, ali ele pegou meu pulso e apontou para o número 10 do meu relógio...bom..caso resolvido, pela lógica era só esperar ali até as 10 da manhã que algo nos levaria para o aeroporto doméstico...
Quando o ônibus chegou (pontualmente às 10hs) pegamos nossas mochilas e fomos para o fundo, o mais afastado possivel do motorista que já mostrava sinais de que iria puxar assunto. Ficamos ali, sozinhos, acuados e desesperados, rezando para que ninguém nos dirigisse a palavra. E finalmente conseguimos chegar no tal aeroporto doméstico.
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